segunda-feira, 18 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Teias de aranhas


    As ferias acabaram, terei de voltar para meu covil de cobras, minha querida caixinha de aranhas “camelos”, meus pequenos mimos acadêmicos, é esta convivência desagradável e às vezes intolerável, de colegas e professores que se julgam os donos da verdade, ainda bem que nesse processo de formação de aranhas e serpentes, ainda estou na fase fetal. Convenhamos todo bebê não é lindo!!!!! Ainda sou a parte engraçadinha da coisa, com as minhas meninices e erros, pareço mais o Charles Chaplin, Mister Bin, uma verdadeira comedia.
Porém o mundo acadêmico é algo aterrorizador, "Nietzsche dizia que entre suas paredes todos se comportam como aranhas, esperando aquele que anda como pernas trôpegas":daí que escrever é uma coisa que produz medo. E todos tratam de se proteger, pelo estilo rebuscado e excessivamente técnico, na esperança que os leitores tomem águas barrentas por águas profundas. E vêm as infindáveis notas de rodapé e as inúmeras defesas... Nenhum flanco pode ficar aberto...Não se deve dar ao leitor adversário a mínima chance de falar.De fato, o ideal de um texto científico é de algo tão perfeitamente tecido, tão provado e comprovado, que o leitor fique mudo, só lhe restando o silêncio...É necessário escrever com sangue, que o texto seja continuação do meu corpo, participe das minhas sombras e das minhas luzes. O texto tem de abrigar o desejo e é isso que faz com que se ligue ao leitor a experiência de escrever e de ler se torna uma experiência de fraternidade. (ALVES, Rubem. Variações sobre a vida e a morte ou o feitiço erótico-herético da teologia. São Paulo: Loyola, 2005, pp. 11-12)
E através dessas experiências acadêmica da arte, do produzir e discutir conhecimento, que em 1900, em Berlin, Albert Einstein em uma palestra na academia que estudava, confrontou o professor que através de diversos argumentos queria convencer a todos de que se Deus existisse ele também teria criado o mal, porém Albert Einstein comparou a existência do mal e da luz e do frio, pois a escuridão é a forma que o homem encontrou para explica a ausência de luz. Pois a escuridão não existe, pois não pode ser medida, dimensionada, refletida, porém a luz pode-se estudada, existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas varias cores como também sua propagação e longitude de ondas. O frio também não existe pois o mesmo, seria ausência de calor, todo corpo ou objeto é suscetível a estudos quando possui ou transmite energia, o zero absoluto e ausência total de calor, os corpos ficam inertes, incapazes de reagir. Criamos essa definição para descrever como nos sentimos quando não há calor.
Assim também o mal seria "a ausência de bem, a morte ausência de vida. firmando que assim como a escuridão o frio e a morte não existem, o mal também não existe, " O mal, foi uma forma que o homem encontrou de explicar ausência de Deus". Pois ele é o bem. São debates como esses que tem por resultado, o despontar da idealizada "verdade" que tanto buscamos.
A verdade que a maioria de nos, não possui potencial para visualizar, pois somos como a descrição de Platão no mito da caverna, vemos apenas uma projeção na parede, da "verdade" . Porém os teólogos são aqueles que saem da caverna e buscam conhecer o que além dela, " Deus".
A teologia apesar de ser uma ciência pouco valorizada, destaca-se por ser a que possui a melhores explicações, é claro não desfazendo das outras ciências que são os meios para a verdade é não o fim, a teologia é dominadora do alfa e do Omega, " o principio e o fim".


Raquel Almeida de carvalho
Bacharel em teologia
Pós- graduação Ciência da Religião


Referencias auxiliar:

Albert Einstein Teorias e Biografia
Rubens Alves "Variações sobre a vida e a morte" "Feitiço erótico e herético teológico".
Platão "O Mito da Caverna"
Nietzsche,Fridrich ; Aurora

GERAÇÂO VITUAL


   

  Devido os adventos de um mundo informatizado, visualizamos uma geração, extremamente plugada, conectada em um mundo de faz de conta, uma geração que não sabe o que é o valor de um "real" amigo: Sabe aquele que está ali sempre junto, sempre presente e disposto a ajudar se for preciso. Estes jovens virtuais, deixam de estar juntos em um momento de confraternização e alegria, para bater papo na internet, com quem nem conhece. Uma geração que não sabe o que são rosas, cartões, gentilezas, tudo se resolve com breve screp .

      Amor e afeto, é sinônimo de muitos......screp ,screp, screp .......,não sabem o que é uma boa conversa um abraço um sorriso, amizade; afetividade só para os amigos das salas de bate papo, os quais mau vê, mau ouve, mau conhece, e nisto leva horas e horas ...............do tempo que poderia estar sendo investido em conhecimento de toda sorte, com intelectual, regional , musical, sentimental.........
     Porém não é bem assim, estamos tratando da Geração virtualizada; geração do faz de conta que sente que ama, pois vê o amor, entende, porém não vive, de fato. È esse é o mundo virtual dos seres virtuais sem valores sem emoções, sem sonhos. Até mesmo por que está geração que banaliza o ato de sonhar, pois pensa: “se posso ter tudo ou quase tudo em um clik”. Por falar em clik lembrei-me de um filme excelente que relata o quanto o mundo virtual nos passa uma idéia equivocada de felicidade, uma suposta vida de facilidades, filme o qual expõem os encantos e desencantos do mundo virtual.
       Um mundo onde tudo faz sentido, e ao mesmo tempo não faz, um mundo de muita informação e de pouco conhecimento, um mundo que começou ontem, ainda é jovem, mais logo dominara a humanidade que é interligada por maquinas e não por laços afetivos; apaixonados por maquinas, e não por pessoas.
       Geração onde tudo e legal, nada é serio afinal de contas, é virtual. Uma geração que perdeu o gosto de vivenciar a realidade, do natural. Uma geração que ao mesmo tempo em que é sem limites, pois tem ligações e comunicação diária com o outro lado do mundo, também é cheia de bloqueios, não funcionam, não sabem agir, não conseguem chegar do outro lado da rua “real” que existe na frente da casa deles.

        Tratam como virtual a realidade, e virtualizam o real, até a fé
destes, que hoje são jovens cristãos, é virtual. È algo que só existe na cabeça deles. As verdades e princípios cristãos são coisas que eles dominam, como conhecimento. Porém a pratica e vivência cristã é algo virtual para eles, o que nos leva a entender, o porquê tanto falam, dançam, gesticulam, cantam em suas musicas inusitadas, porém não praticam. Praticar nem se pensa nisso, afinal o espiritual ganhou um novo significado, é virtual. Há assim como também uma nova concepção de realidade “O que È ,não è, sendo, “virtual ”. Nossa fatídica e atual, noção de realidade.


Rak 26/08/09
Raquel Almeida de Carvalho
Bacharel em teologia (Fatebe)
Pós- graduação ciência da Religião (Fatebe)



A Arte do estudar!!!!!!!!

A Arte do estudar!!!!!!!!

     
















     Estudar é sempre um grande desafio, desde a primeira ida a escola, as primeiras lições de casa, é a preguiça de ler, como também limitações e bloqueios iniciais, de nossas mentes, com informações novas e transformadoras. As quais as vezes colaboram com aquilo que já sabemos, outras vão completamente de contra ao que entendemos como verdade, daí as varias facetas assim como limitações do estuda.
      Muitos de nós quando nos deparamos com ato do estudar, inicialmente, o vemos como uma obrigação, um terrível dever, e não como forma mais profunda de buscar o conhecer. A grande maioria dos estudantes não vêem assim. Devido não ser passado para o individuo o real valor, do estudar. Muitas vezes é aplicado pelos pais como forma de castigo por um mal comportamento. Se o hábito de estudar fosse unir a curiosidade, e a anciã que todos tem de descobrir, conhecer; talvez estudar fosse algo mais apreciado, pelos alunos.
      Todavia para que estes alunos estejam enquadrados na excelente descrição do ato de estudar de Paulo Freire, se faz necessário pratica, dedicação e deixar de ver o ato de estudar como um peso, uma obrigação, como também deixar de lado a preguiça e as tendências e facilitações da evolução da informação.
       A cultura Brasileira assim como de boa parte do mundo é uma cultura da facilidade, de resultados, de estudantes extremamente medíocres, limitadas, onde não se busca nada, se tem tudo nas mãos através do computador, copia-se quase tudo. È dificil encontra estudantes que possuam“ uma atitude séria e curiosa diante de um problema"(Freire,Paulo), que podem ser também coisas e fatos que observamos.
      "Um texto para ser lido é um texto para ser estudado, e estudar é interpretar, analisar,dissecar, retirar o máximo, de informação que puder” .(Freire,Paulo) Essa excelente descrição do ato de estudar por Paulo Freire, tem sido cada vez menos praticado, e quando o feito possui um peso de obrigação, devido em partes pela concepção inicial do ato de estudar,como também o peso da cultural da facilidade,como bem define Sartori, “estamos nos transformando de Homo Sapiens, produto da cultura escrita, em Homo Videns, num mundo em que a palavra é destronada pela imagem. “E mais: a "vídeo criança" está sendo criada  à frente da TV ou do PC, ainda antes de saber ler e escrever”. (Sartori,Giovanni; Homo Videns: Televisão e Pós-pensamento, Lisboa: Terramar, 1999) O que nós leva a peceber, que desenvolver um bom hábito de estudo em uma sociedade como a nossa, tem sido uma verdadeira arte.

Raquel Almeida de Carvalho
Bacharel em Teologia
pós-graduanda em Ciência da Religião