As ferias acabaram, terei de voltar para meu covil de cobras, minha querida caixinha de aranhas “camelos”, meus pequenos mimos acadêmicos, é esta convivência desagradável e às vezes intolerável, de colegas e professores que se julgam os donos da verdade, ainda bem que nesse processo de formação de aranhas e serpentes, ainda estou na fase fetal. Convenhamos todo bebê não é lindo!!!!! Ainda sou a parte engraçadinha da coisa, com as minhas meninices e erros, pareço mais o Charles Chaplin, Mister Bin, uma verdadeira comedia.
Porém o mundo acadêmico é algo aterrorizador, "Nietzsche dizia que entre suas paredes todos se comportam como aranhas, esperando aquele que anda como pernas trôpegas":daí que escrever é uma coisa que produz medo. E todos tratam de se proteger, pelo estilo rebuscado e excessivamente técnico, na esperança que os leitores tomem águas barrentas por águas profundas. E vêm as infindáveis notas de rodapé e as inúmeras defesas... Nenhum flanco pode ficar aberto...Não se deve dar ao leitor adversário a mínima chance de falar.De fato, o ideal de um texto científico é de algo tão perfeitamente tecido, tão provado e comprovado, que o leitor fique mudo, só lhe restando o silêncio...É necessário escrever com sangue, que o texto seja continuação do meu corpo, participe das minhas sombras e das minhas luzes. O texto tem de abrigar o desejo e é isso que faz com que se ligue ao leitor a experiência de escrever e de ler se torna uma experiência de fraternidade. (ALVES, Rubem. Variações sobre a vida e a morte ou o feitiço erótico-herético da teologia. São Paulo: Loyola, 2005, pp. 11-12)
E através dessas experiências acadêmica da arte, do produzir e discutir conhecimento, que em 1900, em Berlin, Albert Einstein em uma palestra na academia que estudava, confrontou o professor que através de diversos argumentos queria convencer a todos de que se Deus existisse ele também teria criado o mal, porém Albert Einstein comparou a existência do mal e da luz e do frio, pois a escuridão é a forma que o homem encontrou para explica a ausência de luz. Pois a escuridão não existe, pois não pode ser medida, dimensionada, refletida, porém a luz pode-se estudada, existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas varias cores como também sua propagação e longitude de ondas. O frio também não existe pois o mesmo, seria ausência de calor, todo corpo ou objeto é suscetível a estudos quando possui ou transmite energia, o zero absoluto e ausência total de calor, os corpos ficam inertes, incapazes de reagir. Criamos essa definição para descrever como nos sentimos quando não há calor.
Assim também o mal seria "a ausência de bem, a morte ausência de vida. firmando que assim como a escuridão o frio e a morte não existem, o mal também não existe, " O mal, foi uma forma que o homem encontrou de explicar ausência de Deus". Pois ele é o bem. São debates como esses que tem por resultado, o despontar da idealizada "verdade" que tanto buscamos.
A verdade que a maioria de nos, não possui potencial para visualizar, pois somos como a descrição de Platão no mito da caverna, vemos apenas uma projeção na parede, da "verdade" . Porém os teólogos são aqueles que saem da caverna e buscam conhecer o que além dela, " Deus".
A teologia apesar de ser uma ciência pouco valorizada, destaca-se por ser a que possui a melhores explicações, é claro não desfazendo das outras ciências que são os meios para a verdade é não o fim, a teologia é dominadora do alfa e do Omega, " o principio e o fim".
Raquel Almeida de carvalho
Bacharel em teologia
Pós- graduação Ciência da Religião
Referencias auxiliar:
Albert Einstein Teorias e Biografia
Rubens Alves "Variações sobre a vida e a morte" "Feitiço erótico e herético teológico".
Platão "O Mito da Caverna"
Nietzsche,Fridrich ; Aurora




